A América Latina tem feito progressos significativos em matéria de educação, mas ainda há grandes disparidades no acesso a este direito fundamental, afirmou o Departamento da ONU para Assuntos Econômicos e Sociais.
Num relatório sobre juventude, educação e emprego, a ONU disse que ainda há uma grande distância entre ricos e pobres, assim como entre áreas rurais e urbanas e a população indígena e não indígena.
Essas desigualdades, juntamente com a má qualidade da educação e a falta de oportunidades de emprego e a pobreza, aprofundam e alimentam a migração dos jovens para fora de suas comunidades, ressalta o estudo.
Apesar dos grandes progressos na região, que atingiu um recorde na escola primária, 95% da população infantil, cerca de um terço dos jovens entre 20 e 24 anos não terminaram este ciclo do ensino básico. Além disso, quase 70% deste grupo etário não concluiu o ensino médio.
O relatório acrescentou ainda que na área trabalhista atualmente a situação da juventude é pior que há quinze anos, com 27% dos jovens nesta faixa etária sem emprego.
Fonte: http://www.un.org/spanish/News
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